É comum a associação de deficiência de vitamina D e mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP).
Diversos estudos já mostram que a vitamina D é essencial à fertilidade tanto da mulher quanto do homem. Para as mulheres com SOP, isso parece ter uma importância ainda maior.
Os níveis de 20 ng/ml de Vitamina D tidos comumente como “normais” para outras situações, parece que não são suficientes para garantir melhores condições de fertilidade, bem como aumentar as chances de sucesso pós-indução da ovulação nas mulheres com SOP. Parece que o limite mínimo para ajudar a prevenir abortamentos e aumentar as taxas de nascimentos vivos em mulheres com SOP (chamado de “limite reprodutivo superior”) é de 45 ng/ml ou mais.
Já o “limite reprodutivo inferior” de vitamina D em mulheres com SOP é associado a complicações gravídicas (< 20 ng/ml de vitamina D).
De acordo com o prof. Michael F. Holick , atualmente considerado a maior autoridade do mundo sobre a vitamina D, uma dose de até 10.000 UI desta vitamina todos os dias não provoca toxicidade em ninguém.
Até mesmo porque, segundo o professor Holick , uma pessoa na praia , no verão, entre 9 e 15h, quando bem exposto, poderá produzir até o equivalente a 20.000 UI em apenas 20 minutos.
Ele defende também que ninguém deve se preocupar com toxicidade até 150 ng/ml de vitamina D no sangue.
Consulte sempre um profissional especializado para avaliar a necessidade de reposição de vitamina D. Nunca se automedique.
Referência bibliográfica:
Pal et al. Vitamin D Status Relates to Reproductive Outcome in Women with Polycystic Ovary Syndrome: Secondary Analysis of a Multicenter Randomized Controlled Trial . J Clin Endocrinol Metab may 2016

Mulheres com SOP têm maior risco de apresentar menopausa precoce
Você sabia que as mulheres com síndrome dos ovários policísticos podem apresentar maior risco de desenvolver falência ovariana primaria (FOP) – também chamada de menopausa